21 de Novembro de 1942
Meu nome é Andrew Holmes, sou Sargento da força tarefa Oriental com mais de 23 mil homens nas tropas britânicas. Até onde eu consigo lembrar eu fazia parte da terceira divisão de infantaria e a vida não era nada fácil. Dividimos o esquadrão em quatro frentes e estavamos avançando rapidamente. Agora estou em uma enfermaria improvisada no meio do deserto de Al-Hassad, não consigo me lembrar do que aconteceu, minha cabeça doi e meu corpo está muito ferido. Perguntei para um médico com aparencia de Mouro e ele me disse que eu fiquei desacordado por uma semana inteira.
Ouço gritos, muitos feridos, vejo algumas cenas grotescas mas a guerra acaba nos deixando nosso coração demasiadamente duro. Não consigo lembrar do rosto e nem dos nomes dos meus companheiros. Não lembro como eu cheguei aqui… A enfermaria é improvisada em um predio que mais lembra uma mesquita. Há macas espalhadas por todos os lados e os menos feridos estão dispostos pelo chão. Pelo que ouvi alguns médicos conversarem, naquele lugar há mais de 60 homens feridos e dez homens que praticamente estão mortos.
Notei que tenho uma pulseira de coloração azul no braço direito, quando acordei ela já estava lá. O médico não quis responder o que ela significava. Notei que o soldado ao meu lado possuia uma de coloração laranja alguns outros de coloração vermelha. O médico Mouro me visitou mais uma vez antes da noite cair, ele me disse em um inglês muito ruim que se eu precisasse de alguma coisa eu poderia contar com ele.
Meu nome é Andrew Holmes, sou Sargento da força tarefa Oriental com mais de 23 mil homens nas tropas britânicas. Até onde eu consigo lembrar eu fazia parte da terceira divisão de infantaria e a vida não era nada fácil. Dividimos o esquadrão em quatro frentes e estavamos avançando rapidamente. Agora estou em uma enfermaria improvisada no meio do deserto de Al-Hassad, não consigo me lembrar do que aconteceu, minha cabeça doi e meu corpo está muito ferido. Perguntei para um médico com aparencia de Mouro e ele me disse que eu fiquei desacordado por uma semana inteira.
Ouço gritos, muitos feridos, vejo algumas cenas grotescas mas a guerra acaba nos deixando nosso coração demasiadamente duro. Não consigo lembrar do rosto e nem dos nomes dos meus companheiros. Não lembro como eu cheguei aqui… A enfermaria é improvisada em um predio que mais lembra uma mesquita. Há macas espalhadas por todos os lados e os menos feridos estão dispostos pelo chão. Pelo que ouvi alguns médicos conversarem, naquele lugar há mais de 60 homens feridos e dez homens que praticamente estão mortos.
Notei que tenho uma pulseira de coloração azul no braço direito, quando acordei ela já estava lá. O médico não quis responder o que ela significava. Notei que o soldado ao meu lado possuia uma de coloração laranja alguns outros de coloração vermelha. O médico Mouro me visitou mais uma vez antes da noite cair, ele me disse em um inglês muito ruim que se eu precisasse de alguma coisa eu poderia contar com ele.
22
de Novembro de 1942
Meu nome é Andrew Holmes, sou Sargento da força tarefa Oriental com mais de 23 mil homens nas tropas britânicas. Mal consigo me lembrar do dia de ontem mas minha anotação me ajudou com as memórias nesta névoa britânica. Me senti sufocado nesta madrugada, senti uma fome gigantesca e acordei assustado. Eu queria sair para comer alguma coisa mais minhas pernas doiam muito, eu levantei o lençol e vi que minhas pernas estavam em carne viva porém, ainda estavam lá. Puseram um homem do meu lado do qual o mesmo gritava estéricamente, recém saido do campo de batalha com bandagens cobrindo parte do rosto, quando o médico retirou a bandagem vi sangue voar para todos os lados, o homem havia sofrido um ferimento com granada e seu rosto estava completamente desfigurado. Assisti toda a cena com uma dor no peito, o campo de batalha deveria ter me endurecido, mas eu ainda continuava um inglês.
Parece que os que morrem ganham pulseiras pretas.
Me pergunto ainda o que acontecera com minha divisão, não lembro do rosto dos meus companheiros, não lembro de nada do que acontecera. Os médicos estão preocupados demais para fazer perguntas. Perguntei sutilmente para o Mouro quem estava ganhando e ele me dissera que os aliados estavam indo muito bem.
Falando no Mouro, descobri que seu nome é Alamein al Hessean, Egípcio e está ajudando aos aliados. Em uma breve conversa ele me dissera que seus filhos morreram na guerra e sua mulher fugira, ela o esperava mas ele tinha que ficar e ajudar-nos. Era um homem de coragem, nunca se sabe quando pode cair uma bomba e matar a todos neste lugar. Alamein era muito alto, talvez sua altura fosse desproporcional, e andava rapidamente entre as macas. Moreno de pele brilhosa sempre estava cuidando dos feridos, notei que ele dá algumas pulseiras mas só descobri que os que morrem ganham as pretas.
As enfermeiras são inglesas e americanas, há algumas das redondezas mas eu não consigo me comunicar com elas, não falo o idioma e muito menos o compreendo. Uma nota curiosa do qual estou intrigado: chegara um soldado antes do cair da noite, ele parecia estar em choque, estava muito ferido porém suas feridas não eram de tiros ou explosões, parecia que ele fora mordido por algo bem grande, ele parecia ter sido mastigado por um monstro. Seu rosto completamente desfigurado e seus membros arrancados, a única coisa que ele tinha era um braço pendurado do qual era visível as marcas de mordidas. Perguntei para Alamein o que podeira ter atacado aquele homem mas ele ficou calado e desaparecera na multidão. O homem não resistiu muito tempo porém nunca vi um homem morrer com tanta dor e tanto desespero.
A guerra não mastiga as pessoas.
Meu nome é Andrew Holmes, sou Sargento da força tarefa Oriental com mais de 23 mil homens nas tropas britânicas. Mal consigo me lembrar do dia de ontem mas minha anotação me ajudou com as memórias nesta névoa britânica. Me senti sufocado nesta madrugada, senti uma fome gigantesca e acordei assustado. Eu queria sair para comer alguma coisa mais minhas pernas doiam muito, eu levantei o lençol e vi que minhas pernas estavam em carne viva porém, ainda estavam lá. Puseram um homem do meu lado do qual o mesmo gritava estéricamente, recém saido do campo de batalha com bandagens cobrindo parte do rosto, quando o médico retirou a bandagem vi sangue voar para todos os lados, o homem havia sofrido um ferimento com granada e seu rosto estava completamente desfigurado. Assisti toda a cena com uma dor no peito, o campo de batalha deveria ter me endurecido, mas eu ainda continuava um inglês.
Parece que os que morrem ganham pulseiras pretas.
Me pergunto ainda o que acontecera com minha divisão, não lembro do rosto dos meus companheiros, não lembro de nada do que acontecera. Os médicos estão preocupados demais para fazer perguntas. Perguntei sutilmente para o Mouro quem estava ganhando e ele me dissera que os aliados estavam indo muito bem.
Falando no Mouro, descobri que seu nome é Alamein al Hessean, Egípcio e está ajudando aos aliados. Em uma breve conversa ele me dissera que seus filhos morreram na guerra e sua mulher fugira, ela o esperava mas ele tinha que ficar e ajudar-nos. Era um homem de coragem, nunca se sabe quando pode cair uma bomba e matar a todos neste lugar. Alamein era muito alto, talvez sua altura fosse desproporcional, e andava rapidamente entre as macas. Moreno de pele brilhosa sempre estava cuidando dos feridos, notei que ele dá algumas pulseiras mas só descobri que os que morrem ganham as pretas.
As enfermeiras são inglesas e americanas, há algumas das redondezas mas eu não consigo me comunicar com elas, não falo o idioma e muito menos o compreendo. Uma nota curiosa do qual estou intrigado: chegara um soldado antes do cair da noite, ele parecia estar em choque, estava muito ferido porém suas feridas não eram de tiros ou explosões, parecia que ele fora mordido por algo bem grande, ele parecia ter sido mastigado por um monstro. Seu rosto completamente desfigurado e seus membros arrancados, a única coisa que ele tinha era um braço pendurado do qual era visível as marcas de mordidas. Perguntei para Alamein o que podeira ter atacado aquele homem mas ele ficou calado e desaparecera na multidão. O homem não resistiu muito tempo porém nunca vi um homem morrer com tanta dor e tanto desespero.
A guerra não mastiga as pessoas.

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