segunda-feira, 30 de julho de 2012

A Ira Dos Anjos - Prólogo

1 - PRÓLOGO

     A mãe chora.
     Eu sou o cara que dá as más notícias, eu sou o cara que falou que o filho dela de nove anos de idade fora encontrado morto em uma área de mata fechada com os orgãos internos arrancados e que o corte fora algo feito por metal, ou seja, descarta a hipótese dele ter sido atacado por um animal, na minha língua o nome disto é assassinato.
     A mãe chora. A família toda chora, o garoto estava desaparecido há mais ou menos nove dias. Ele simplesmente sumiu e a familia desesperada entrou em contato comigo. Tenho um escritório especializado em busca de crianças desaparecidas, estou neste ramo há mais ou menos dez anos. No começo era algo gratificante, principalmente quando achavamos crianças que tinham fugido dos pais ou se perdido. Claro que a gratificação começou a acabar quando as crianças eram encontradas mortas, muitas de formas horriveis.
     Eu bebia para esquecer, mas acho que isso é cliché.
     Eu trabalhava em conjunto com as forças policiais locais, claro que quando os federais eram envolvidos meu trabalho era dificultado em cem porcento, mas eu criei uma certa fama no meio, eu sempre encontrava as crianças, vivas ou mortas.
     Mas, havia algo estranho desta vez…

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